O melhor da Turquia – Capadócia e Pamukkale

Depois de quase uma semana explorando Istambul, na região de Mármara, embarcamos para o leste do país, entrando na região da Anatólia Central. Antes da tão esperada Capadócia, fizemos uma parada em Kayseri, uma cidade muito organizada onde ocasionalmente tivemos o melhor Döner kebab de toda nossa viagem. O döner kebab é um prato tradicional turco, que significa ‘espeto giratório’, ou seja, aqueles ‘rolos’ de carne que ficam girando e assando. Também é conhecido como ‘Iskender Kebab’ (que significa ‘Kebab do Alexandre’), e sua origem foi na cidade de Bursa, próxima a Istambul. Depois de se deliciar com o prato nacional turco embarcamos rumo a Capadócia.

CAPADÓCIA

Ficamos hospedados na cidade de Goreme, num hotel e hostel familiar sensacional – o Peace Stone House, o qual recomendamos a todos os viajantes. Apesar do preço ser bem em conta, a localização é ótima, e o café da manhã dispensa comentários, com muitas opções. Fazíamos tempo que não tínhamos um café da manhã como este, então recomendamos fortemente!

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Sol nascendo na Capadócia!
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Amanhecer visto do nosso hostel.
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De cima das “chaminés”.
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O entardecer na Capadócia.
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Inúmeras janelas, passagens, mirantes…

Bom, falar da Capadócia implica entrar um pouco na história. Esta terra já foi dos hititas (cerca de dois mil anos antes de Cristo), frígios, assírios, medos, cimérios e persas. Foi assediada por Alexandre, o Grande, e província do Império Romano. Depois respondeu aos impérios bizantino e otomano. Guerras, intrigas e perseguições moldaram sua história, afinal a região era ponto comum de rotas comerciais importantes e por isso sofreu constantes invasões. Em tempos perigosos os habitantes partiam para os refúgios subterrâneos, e cada civilização que sucedia foi responsável por aumentar estas cidades que abrigavam verdadeiros formigueiros humanos. São mais de 150 cidades subterrâneas, que começaram a ser escavadas pelos hititas e estão ao redor de uma região de 25 mil km quadrados. Elas eram conectadas a muitas casas por passagens secretas e algumas podiam receber até 30 mil pessoas. As mais visitadas são Derinkuyu (a mais profunda, com oito andares) e Kaymali (a mais larga, com quatro andares abertos ao público).

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Labirinto pra cima do solo também, rs.
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Árvore “afasta zica” – nos remediamos!
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Que tal este triplex?
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Capadócia a noite – vários restaurantes nas formações rochosas.

A surpresa subterrânea não é menor, porém, que o interesse despertado pelo que está acima da terra. A fascinante paisagem visível é fruto da ação vulcânica, cujas lavas deram origem às rochas porosas, que foram moldadas pelo capricho e criatividade de vento e água. Assim, formaram-se as esculturas de “chaminés de fadas” e, dentro delas, os habitantes fizeram suas casas e igrejas, pois elas ofereciam conforto térmico adequado para as mudanças de temperatura. Caminhar pela Capadócia sem rumo, explorando estas casas abandonadas e outras ainda em funcionamento (seja para moradia ou algum comércio) foi a experiência que mais gostamos. É realmente um cenário incrível e único no mundo. Não fizemos o voo de balão, pois achamos muito caro, então curtimos o nascer do sol das montanhas próximas nos arredores (grátis). Em nossa passagem, além de Goreme, também visitamos Uçhisar e Çavusin, e todas foram experiências fascinantes. Numa dessas caminhadas conhecemos um local que ama o Brasil. Como prêmio, ele nos mostrou sua casa e seu café, que fica no piso superior. Muito legal poder entrar na casa de um local e ver como as coisas funcionam dentro desses cones vulcânicos. Ah, um lugar que ouvimos recomendações é o Museu a Céu aberto, mas não recomendamos. Além de ser pago e cheio de pessoas, a Capadócia é gigante, com infinitas possibilidades (melhores e particulares bem dizer) para você explorar :).

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Explorando os arredores.
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Nossas caminhadas renderam alguns visuais.
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Uma fazenda entre as formações rochosas.
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O café que visitamos, por fora.
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Dentro da casa do local – muitos tapetes.
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Talvez o café mais legal de toda a viagem.

PAMUKKALE

Da Capadócia fomos até Pamukkale, que fica nas proximidades da cidade de Denizli, já na região do Egeu. Pamukkale é outro lugar único do mundo. Trata-se de um conjunto de piscinas termais de origem calcária, que com o passar dos séculos formaram bacias gigantescas de água que descem em cascata numa colina. A formação deve-se aos locais térmicos quentes por baixo do monte, que provocam o derrame de carbonato de cálcio, e então se solidifica como mármore travertino. O cenário é surreal. Pamukkale, que significa “castelo de algodão” em turco, é de fato uma montanha branca de aparência flocada de gelo, que engana os turistas e encanta pelos belos espetáculos criados.

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Chegamos na montanha branca!
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Jus ao nome: castelo de algodão.
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Quantas piscinas você enxerga?

Dessa montanha branca escorre suavemente um fio de água quente formando várias piscinas em degraus. Águas que, além de serem cristalinas e azuladas devido ao calcário, tem propriedades curativas. Na entrada do parque há um aviso e um banco de madeira: a partir dali é preciso tirar os sapatos para pisar no travertino e subir a montanha. Há uma outra entrada, por cima, mas a dica é entrar por baixo mesmo, descobrindo aos poucos a beleza do lugar. A natureza é tão caprichosa que a água corre e seus pés ficam firmes no suave antiderrapante da rocha, cheia de pequenas ranhuras que massageiam. E assim você vai subindo e se encantando com as piscinas que logo começam a aparecer. A visão do topo, contemplando o visual por inteiro, é fascinante.

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A água desce toda a montanha, e vai enchendo as piscinas.
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Cenários incríveis!
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A melhor piscina borda infinita do mundo. Ah, e natural.

Quando se chega ao topo, você ainda encontra ruínas de uma cidade greco-romana do século 2, declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco. É Hierápolis, cidade fundada pelo rei Eumenes II de Pérgamo e procurada desde os tempos mais remotos por gente de todo o canto do mundo. Isso porque as propriedades curativas dessa água rica em cálcio já eram exploradas pelo império romano, que montou lá um verdadeiro centro de saúde. Várias pessoas ilustres vieram em busca dos banhos e piscinas do spa termal da antiguidade, como Cleópatra, Júlio César e outros imperadores. A água quente e mineralizada se diz efetiva para reumatismo, doença de olhos, pele, sistema circulatório, respiratório, nervos e músculos, rim e sistema urinário. Mais uma maravilha da natureza, que você deve um dia visitar. Uma dica final é você esperar pelo pôr do sol. Um entardecer que jamais vamos esquecer.

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Algumas das ruínas romanas.
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O banho da Cleópatra – precisa pagar a parte para entrar.
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Último solzinho, com cascata termal.
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Um pôr-do-sol pra não esquecer.

Depois desses dois cartões postais turcos seguimos descendo, rumo a região do Mediterrâneo. Na próxima postagem falaremos sobre as praias da Turquia, que também são incríveis!

Você já conhece nosso instagram? Dá uma olhada: @felicidadepelomundo

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